Para melhor sentir a palavra ‘vínculo’, procurei fechar meus olhos, silenciar o coração, percorrer caminhos diversos, emoções que ainda brotam e deságuam quando querem. Partes de mim mesmo, que ficaram para trás e outras que emergem das profundezas das minhas pegadas por onde passei.
Não deliberamos vínculos, eles que determinam o tempo de morada na nossa consciência e alma, estabelecendo sua importância, força de pensamento, sentimento, peso de amor, desamor ou memória. Retrata quem somos e quem nos tornamos. Desnudam-nos. Mostram o nosso EU interior.
São teias eletromagnéticas de pura energia condensada e sempre pulsante. Aciona-se e eles batem a porta do nosso coração prontamente. Sejam bons ou ruins, construtivos ou destrutivos, sadios ou enfermos, afluentes ou defluentes, nos alegrando ou dando um nó na garganta.
É impossível estabelecer um grau de intensidade ou complexidade. Tornam-se etéreos, mas sempre presentes, onde as telas da vida ganham movimento e forma, brilho e cor, som e força, frio e calor, amor e dor. Contribuem para que possamos aprender a nos conhecermos, educarmos, moralizarmos, aceitarmos o outro como ele é. No exercício diário de procurarmos agir sem preconceitos e julgamentos. Com perdão e auto-perdão. Na disponibilidade (ou disposição) de sermos diariamente mais humildes e sinceros de coração, também para o bem de nós mesmos. Aprendermos sempre mais e melhor, nos modificarmos e evoluirmos passo a passo, no despertar de uma maior consciência individual e cósmica.
Jamais perdermos o sorriso e o brilho do olhar. Identificarmos mentalmente como anda nosso semblante espiritual, que nos une a tudo e a todos. Agradecendo o hoje e por todo o sempre.
